segunda-feira, 27 de junho de 2011

Estratégias de Ensino e Aprendizagem - Matemática (Atividades Práticas)

Recordarei aqui de forma resumida (como sempre) como realizei as atividades práticas (como foi a visita às escolas e também falar um pouco sobre elas), quais questionários utilizei e as análises que pude fazer com os dados que coletei.


ESCOLAS VISITADAS
1. COTUCA
- escola localizada na região central da cidade (fácil acesso, várias linhas de ônibus atendem a região)
- professores selecionados (concurso público)
- alunos selecionados (vestibulinho)
2. Cursinho UNEAfro 
- escola sem prédio próprio, usa salas de aulas cedidas pela USF (longe da residência dos alunos que moram na periferia)
- professores voluntários (dão aulas de acordo com a disponibilidade e tem alta rotatividade)
- alunos carentes oriundos de diversas escolas, todas públicas e mal avaliadas pelos alunos


OBSERVAÇÕES: Um problema muito marcante do cursinho UNEAfro é a falta de motivação tanto por parte dos alunos quanto por parte dos professores. Os professores por serem voluntários muitas vezes deixam o cursinho em segundo plano, as aulas são algo que fazem quando sobra tempo. Isso acaba agravando o problema de motivação dos alunos que já estão desmotivados com as escolas regulares que freqüentam, precisam pegar 2 ônibus ou mais para chegar ao cursinho e quando chegam lá muitas vezes não encontram o professor. Considero esse problema muito grave, uma vez que a maioria dos alunos que freqüentam este cursinho vão lá atrás da motivação que eles não têm nas escolas.


QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
P1: O que o professor representa para você? (palavra ou frase)
P2: Você gosta de matemática?
P3: Que estratégias você usa para aprender matemática?
P4: O que você acha que o professor poderia fazer para contribuir mais com seu aprendizado?
P5: Quais são suas facilidades/ dificuldades em matemática?


QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES
P1: Quais estratégias você utiliza para ensinar Matemática?
P2: Você sempre usou essas estratégias ou utilizou outras e foi adaptando até chegar na atual?
P3: Você já conversou com os alunos para buscar novas alternativas para estratégias de ensino/aprendizagem?


REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS
Para realização das atividades práticas fui até as escolas e na UNEAfro pedi para falar com os alunos no começo da aula para explicar a eles o que era o questionário, pedi para que respondessem e me devolvessem no final da aula. No COTUCA, como fui no horário do intervalo, pedi para que os alunos que estavam próximos a cantina respondessem e me devolvessem quando terminassem. Preferi não entrevistá-los para deixá-los mais a vontade para responder o que realmente pensam.


ANÁLISE DAS RESPOSTAS DOS ALUNOS
De forma geral, os alunos têm uma boa imagem do professor e acreditam que ele pode ajudar na aprendizagem. Além disso, foi muito presente a questão da motivação e da afetividade nas respostas dos alunos quando questionados sobre o que o professor poderia fazer para contribuir mais com o aprendizado. Percebi que as estratégias de aprendizagem usadas por alunos que gostam de matemática é diferente das estratégias usadas pelos alunos que não gostam: os alunos que gostam preferem praticar o que aprenderam fazendo exercícios e os que não gostam buscam dicas para memorizar esquemas de resoluções. Acho essa informação importante para os professores, pois nossa estratégia de ensino deve levar em consideração as estratégias de aprendizagem dos alunos.


ANÁLISE DAS RESPOSTAS DOS PROFESSORES
Apenas 1 professor respondeu o questionário, mas analisando também as respostas dos outros professores entrevistados pelo grupo pude perceber que a maioria dos professores conhecem boas estratégias de ensino e sabem o que esperamos deles pois obtivemos boas respostas,mas como entrevistamos professores que conhecemos e que já nos deram aula, sabemos que muitas das respostas não são coerentes com a realidade então parece que muitos têm dificuldade de colocar em prática estas estratégias. Uma sugestão que faria aos professores neste caso é conversar com os alunos para tentar resolver este problema.

Carla Renata Silva


Entrevistas - Seminário Estratégias de Ensino e Aprendizagem.

Segue o questionário que foi aplicado aos alunos de Escolas Públicas e Cursinho Popular de Campinas - na área de Matemática e Ciências (Física e Química)

ENTREVISTA COM OS ALUNOS
NÃO É PRECISO SE IDENTIFICAR – ESSA ENTREVISTA SERÁ UTILIZADA
APENAS PARA UMA REFLEXÃO DE ESTRATÉGIAS DE
ENSINO/APRENDIZAGEM

1. O que o professor representa para você (palavra ou frase).

2. O que você gostaria de aprender em Ciências?

3. O que você faz para aprender o conteúdo dessa disciplina (Ciências)?

4. O que você acha que o professor poderia fazer para contribuir mais no seu aprendizado?

5. Quais são suas facilidades/dificuldades em Ciências?



ENTREVISTA COM O PROFESSOR
NÃO É PRECISO SE IDENTIFICAR – ESSA ENTREVISTA SERÁ UTILIZADA
APENAS PARA UMA REFLEXÃO DE ESTRATÉGIAS DE
ENSINO/APRENDIZAGEM

1. Qual(is) estratégia(s) você utiliza para ensinar Ciências? O ambiente da escola é propício para desenvolver suas estratégias.

2: Você sempre usou essas estratégias ou utilizou outras e foi adaptando até chegar na atual?

3: Você já conversou com os alunos para buscar novas alternativas para estratégias de ensino/aprendizagem?



QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
P1: O que o professor representa para você? (palavra ou frase)
P2: Você gosta de matemática?
P3: Que estratégias você usa para aprender matemática?
P4: O que você acha que o professor poderia fazer para contribuir mais com seu aprendizado?
P5: Quais são suas facilidades/ dificuldades em matemática?


QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES
P1: Quais estratégias você utiliza para ensinar Matemática?
P2: Você sempre usou essas estratégias ou utilizou outras e foi adaptando até chegar na atual?
P3: Você já conversou com os alunos para buscar novas alternativas para estratégias de ensino/aprendizagem?


Kelly e Carla.

Reportagem -


Estudantes recebem medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Matemática


http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/06/estudantes-recebem-medalha-de-ouro-da-olimpiada-brasileira-de-matematica.html

Esse vídeo mostra os estudantes da rede pública, do ensino fundamental II até o ensino médio que ganharam medalha de ouro na Olímpiada Brasileira de Matemática.
O que nos chamou atenção é que entre os alunos premiados está uma aluna cega, que estuda em Minas Gerais. A professora aprendeu braile para poder ensiná-la e agora ela é medalhista de ouro.
“Minha professora me ajudou bastante” – contou a estudante – Laura.
Isso nos fez lembrar o Seminário de Deficiência e Alteridade, imagina a satisfação de um professor ver o aluno ganhando medalha de ouro, ainda mais tratando-se de uma aluna como a Laura, que no final conta que a professora a ajudou bastante. Essas coisas que nos deixa mais animadas a cursar a Licenciatura e seguir na área da educação.
Como comentamos em aula, no seminário os alunos nos surpreendem cada vez mais. Olha a fala deles:

“As vezes as pessoas não gostam de matemática por falta de incentivo, por falta de estímulo, mas qualquer um pode gostar mesmo”, diz a estudante Maria Clara Mendes.
“Quando você passa a gostar de uma coisa, você passa a ter muito mais motivação para você estudar e para você conseguir desenvolver ainda mais”, disse o estudante André Costa.

Carla e Kelly. 

Vídeos sobre Educação/Ensino


Estamos no nosso “Café Psicológico” mesmo com esse final de semestre turbulento (cheio de provas), vamos aproveitar para postar alguns vídeos interessantes sobre educação/ensino/aprendizagem.

Escola no Rio utiliza experimentos para tornar aula de física mais fácil e agradável”
Esse vídeo é muito bom para se pensar, visto que a disciplina de Física é muito difícil de ser compreendida por muitos alunos, então, um experimento fica mais fácil o entendimento dos alunos. E mesmo as escolas que não possui um laboratório, é possível fazer experimentos simples com coisas cotidianas, que muitas vezes, acaba despertando ainda mais o interesse e curiosidade dos alunos.

Vídeo - Jogo de Matemática

Esse vídeo mostra um jogo de Matemática, que pode ser usado com crianças do Ensino Fundamental II, onde ensina de uma maneira bem dinâmica, e novamente com material cotidiano, um jogo de números positivos e negativos. É muito importante na fase do Fundamental II, trabalhar jogos e colocar os alunos em grupos, acredito que isso pode minimizar o “trauma” que muitos tem desde cedo com a Matemática. 

Kelly e Carla

Mais uma

Esta charge não estava na nossa apresentação mais achamos que tem tudo a ver com o que discutimos e por isso vamos postar aqui.
Carla e Kelly

Sugestão de Filme

Também por falta de tempo, não conseguimos mostrar partes do filme que gostariamos de apresentar para a sala. Deixamos então a sugestão para quem tiver interesse:  Assistam os filmes "A VOZ DO CORAÇÃO" e "ESCRITORES DA LIBERDADE".

Carla e Kelly

Um pouco sobre Wallon

Como não tivemos oportunidade de nos aprofundar muito em relação a Wallon durante o semestre e também não tivemos tempo para que a Fernanda apresentasse o que ela havia preparado por falta de tempo, postamos abaixo o esquema da apresentação que sintetiza pontos importante sobre o autor:

·         As escolas ainda hoje, supõe que a maturação do aluno é critério necessário para a aprendizagem. Isso leva a subordinação do ensino aos níveis maturacionais.
·         Por trás dos critérios e diagnósticos oficiais coexistem ainda os modelos e concepções mecanicistas e organicistas que guiam as pesquisas e os profissionais que lidam com essas questões.
·         Essas teorias são simplificações e não dão conta da complexidade e subjetividade do real.
·         Para Wallon, o papel do professor é o de organizador e mediador do grupo. É o de dar ao homem ferramentas para se tornar membro da humanidade, então deve estar atento aos diferentes papéis vivenciados para facilitar a participação de todos no grupo e evitar a fixação desses papéis. Ele é o mediador entre a cultura e o aluno. Isso ocorre por meio da seleção dos saberes e de sua transposição didática.
·         O fundamento do trabalho do professor deve estar em seu respeito pelo aluno.
·         O professor deve considerar o aluno uma pessoa completa, com afeto, cognição e movimento.
·         E deve considerar também que é componente privilegiado do meio de seu aluno, e sua responsabilidade e tornar esse meio mais propício ao desenvolvimento.
Carla e Kelly